Empresa detecta lote de passes falsos
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de fevereiro de 2001
Silvana Leão De Londrina 
A Empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) confirmou ontem a existência de um lote de passes falsificados, que estão sendo introduzidos no sistema da empresa através dos ônibus e das roletas dos terminais. A suspeita surgiu há três dias, quando funcionários da conferência apreenderam cerca de 200 passes com diferenças na cor e textura do papel.
O lote foi encaminhado para a gráfica que imprime os passes e a fraude foi confirmada ontem. De acordo com o gerente administrativo da TCGL, José Carlos de Lima, no verso dos passes falsificados o tom de laranja é menos acentuado e menos fluorescente, além de não apresentar o mesmo desenho sob as letras.
Além da cor, os passes falsos apresentam textura diferente (o papel utilizado é mais fino e mais claro). Outra diferença é que, enquanto os originais são feitos em papel-moeda, os falsificados foram impressos provavelmente em papel de segunda linha. Lima afirmou que ainda não dá para precisar quantos passes falsos chegaram ao setor de conferência da empresa, mas disse que certamente são milhares. A TCGL alerta que o esquema de falsificação continua a agir em Londrina.
A fraude foi comunicada à polícia e a investigação está sendo feita pela delegada do 1º Distrito Policial, Waldete Testoni. Ontem a Folha não conseguiu localizá-la para dar informações sobre o caso.
Para a TCGL, os passes falsos devem estar chegando aos passageiros dos ônibus através de vendedores que trabalham irregularmente nas proximidades dos terminais. Por isso, a empresa recomenda aos usuários que comprem os vales-transporte apenas nos postos autorizados localizados no terminal central e na garagem da TCGL. Os passes falsos foram detectados também por funcionários da Francovig.
Este é o segundo lote de vales-transporte fraudados descoberto na cidade nos últimos dois meses. De acordo com a gerência da TCGL, porém, o trabalho de falsificação foi aprimorado. Ontem, no início da tarde, todos os motoristas e cobradores das duas empresas de transporte coletivo foram informados do problema. Segundo as empresas, os funcionários saberão identificar as falsificações, e caso isso ocorra, o prejuízo será dos usuários.


