Empresa define reassentamentos
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quinta-feira, 17 de abril de 1997
Da Redação 
Uma das áreas onde a Copel reassentará famílias a partir de setembroA Copel iniciará em setembro a mudança das primeiras 180 famílias de reassentados de Salto Caxias. E até março do próximo ano pretende concluir as transferências, quando estarão reassentadas cerca de 640 famílias. Outras 230 famílias optaram por cartas de crédito e construirão suas casas onde quiserem.
Um dos objetivos do Programa de Reassentamento de Salto Caxias é a melhoria da qualidade de vida das famílias afetadas pela formação do reservatório, ressalta Antônio Fonseca dos Santos, gerente da Coordenadoria de Impacto Ambiental da Copel.
A empresa não quer só cumprir a legislação: Quer proporcionar às famílias atingidas uma contrapartida maior que o eventual dano causado pela construção da hidrelétrica, afirma. Para isso foram adquiridos, ao custo de R$ 48 milhões, 7,3 mil alqueires de terras a uma distância máxima de 120 quilômetros das atuais propriedades das famílias. No momento está sendo implantada a infra-estrutura básica dos assentamentos, como abertura de estradas cascalhadas e de poços artesianos, e implantação das redes de água, luz e telefone.
As famílias estão se organizando em associações. Na área da fazenda Flamapec já foram formadas seis associações que têm até estatuto aprovado; na fazenda Refopás são mais três e nas fazendas Agroibema, Cindacta, Liasi, Barater e Centenário uma em cada. Estão em fase de aprovação de estatutos os grupos de Três Barras do Paraná, Boa Esperança do Iguaçu e Nova Prata do Iguaçu.
A Copel apóia a formação dessas associações porque através delas a empresa fará o repasse de verbas para construção das moradias e benfeitorias. Para a construção das residências, por exemplo, a empresa repassará R$ 21 milhões. As famílias são, na sua maioria, formadas por pequenos proprietários, arrendatários e trabalhadores rurais. Para melhorar a capacitação profissional deles, a Copel iniciou em julho do ano passado um programa de qualificação que já realizou 160 eventos, entre seminários e intercâmbios. Nos seminários faz-se um levantamento das expectativas do grupo em relação à nova vida, elabora-se um relatório final sobre isto e quanto será preciso investir. Formam-se então grupos de intercâmbio, aos quais são transmitidas informações sobre diversas técnicas para a produção de leite, criação de peixes, suínos e rãs e cultivo de hortifrutigranjeiros.
Por outro lado, o Projeto Básico Ambiental (PBA) prevê a implantação de 26 programas que identificam e compensam os impactos ambientais causados pela obra. O custo de implantação do PBA é de cerca de R$ 200 milhões, mais do que será gasto com as obras civis e a fabricação, montagem e instalação dos equipamentos eletromecânicos, como turbinas e geradores. A usina, que começou a ser construída em janeiro de 1995, na divisa dos municípios de Capitão Leônidas Marques e Nova Prata do Iguaçu, a cerca de 85 km de Cacavel, terá capacidade de gerar 1.240 megawatts e aumentará em 30% a produção de energia da Copel.


