Curitiba

Marcelo AlmeidaInfernoMoradores dizem que o maior problema é o barulho, que começa às 4h30, quando os ônibus saem da garagemMoradores do bairro Parolin estão há seis meses buscando uma solução para o problema de poluição sonora e ambiental causada pelos ônibus da garagem da empresa Nossa Senhora do Carmo. Em uma ‘‘peregrinação’’ por órgãos da prefeitura, eles só receberam respostas negativas para o caso.
Os moradores do Conjunto Residencial República, que fica em frente à garagem, elaboraram um mapa da região, apontando soluções para o problema - como a mudança de local do portão da garagem, a mudança de sentido de tráfego na Avenida da República e a inclusão de um semáforo na esquina da Marechal Floriano com a Marginal da BR-116. Eles fizeram até uma tomada de preços de alguns serviços necessários para o projeto (como R$ 30,00 por metro quadrado para a demolição de uma construção inutilizada no interior da garagem, por onde os ônibus poderiam entrar).
A Urbs, que gerencia o transporte coletivo na cidade, informou que a solução proposta pelos moradores é inviável pela ‘‘falta de recursos’’ e porque atrapalharia ainda mais o tráfego da região.
Segundo o morador Maurilei Ruggi, do Conjunto Residencial Residencial República, o barulho provocado pelos ônibus começaàs 4h30, quando os veículos saem da garagem, e também é intenso no final da tarde (por volta das 17h30) e à noite (às 23h30). ‘‘Nesses horários, só conseguimos assistir televisão no volume mais alto’’, comenta. Segundo ele, os moradores vão continuar a procurar soluções para o problema. ‘‘Vamos entrar em contato com outras pessoas que possam se sensibilizar com o problema’’, disse Ruggi.
Na semana passada, a Folha divulgou uma denúncia semelhante de moradores contra a empresa Transportes Coletivos Glória, no Boa Vista. A Promotoria de Proteção ao Meio Ambiente já moveu ações judiciais contra as empresas Auto Viação Cristo Rei e Auto Viação Mercês. Procedimentos administrativos foram abertos contra a Auto Viação Curitiba, Auto Viação Santo Antônio, Auto Viação Nossa Senhora da Luz e Auto Viação Marechal.
Alguns casos foram resolvidos - como o da Auto Viação Nossa Senhora da Luz, que transferiu a garagem do Alto da XV para o Trevo do Atuba. Outras ações estão sendo avaliadas na Justiça há vários anos - como a da Auto Viação Mercês, movida em 1986.

mockup