A Expresso Nordeste, empresa de transporte de passageiros, retirou ontem cerca de sete toneladas de óleo e água das fossas e caixas de separação onde eram depositados os resíduos da lavagem de ônibus e peças automotivas, na garagem da empresa, na área central de Londrina. A informação foi dada pelo chefe do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Andrew Pinheiro. Os resíduos foram retirados pela Rotercano e enviados para uma empresa de Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, que faz o tratamento dos resíduos.
Na semana passada, o IAP suspendeu as atividades de lavagem de ônibus e peças automotivas na garagem da empresa porque foram detectados resíduos de óleo diesel inflitrados no solo, atingindo o lençol freático. Outras duas empresas uma indústria de peças e um representante de bebidas , vizinhas à Expresso Nordeste, também foram atingidas pela infiltração, conforme ficou comprovado em análises de água e solo feitas pelo IAP.
A empresa já havia sido autuada no início de julho, depois que o IAP descobriu resíduos de óleo no Ribeirão Quati (zona norte). Na ocasião, recebeu multa de R$ 50 mil e ficou obrigada a fazer um estudo hidrogeológico (análise de amostras de água e solo) na área da garagem. A Expresso Nordeste deve entregar hoje ao IAP o plano emergencial de controle da contaminação e, até o final da semana, o plano do estudo hidrogeológico que deve ser feito na área.
Luiz Antonio Sminka, gerente da empresa, confirmou as informações prestadas pelo IAP. Segundo ele, cinco toneladas de óleo e água foram retiradas de duas fossas e duas toneladas de duas caixas separadoras de lama, água e óleo.

mockup