Empresa de mototáxi é fechada
Cerca de 40 mototaxistas da empresa Mototáxi Jóia Ltda, de Sarandi (7 quilômetros de Maringá), fizeram um protesto ontem de manhã, contra a proibição da atividade e o fechamento da empresa por fiscais da prefeitura. A empresa que está com alvará vencido desde dezembro.
De acordo com o proprietário da Mototáxi Jóia Juvenal de Souza, a prefeitura se negou a renovar o alvará porque foi revogada lei municipal que autorizava a atividade. A lei foi revogada pela Câmara de Vereadores em setembro do ano passado. No dia 20 de dezembro de 98, a empresa foi notificada sobre a suspensão da atividade. Continuamos a trabalhar mesmo sem alvará porque não concordamos com a revogação da lei, disse Souza.
Ontem, durante a vistoria dos fiscais da prefeitura, Souza recebeu a segunda notificação e uma multa no valor de R$ 480,50. Eles afirmam que a atividade é perigosa, mas até quem anda a pé corre risco com este trânsito caótico, além disso, ninguém obriga as pessoas a utilizar o mototáxi, justifica.
Além da Mototáxi Jóia Ltda, existem em Sarandi mais duas empresas que atuam sem alvará. A estimativa é que empreguem 70 mototaxistas. Em média, conforme Souza, um mototaxista ganha R$ 500,00 por mês. O valor da corrida em Sarandi é de R$ 1,50 e a corrida até Maringá custa R$ 2,50. Para outras cidades da região, o valor varia de acordo com a quilometragem, sendo o custo calculado a partir de R$ 0,15 para cada quilômetro rodado.
Os principais usuários do mototáxi são pessoas de baixa renda que necessitam de transporte rápido. Conforme o mototaxista José Carlos Antonio da Silva, quem mais utiliza os serviços são trabalhadores que perdem a hora do ônibus circular e moradores de regiões onde os ônibus não passam. Trabalhamos de madrugada para atender justamente as pessoas que ficam sem transporte depois que os ônibus páram. Silva era mecânico e estava desempregado. Ele afirma que não tem onde trabalhar caso a empresa tenha que encerrar a atividade.
O prefeito Júlio Bifon (PSDB) disse que está cumprindo leis e que a suspensão da atividade vai ser mantida, apesar do protesto. Bifon também criticou a desorganização da classe, o que segundo ele, foi um dos fatores que culminaram com a revogação da lei. Por um lado o serviço é bom porque gera emprego, mas por outro é ruim porque gera muita bagunça e falta de segurança, diz.Marcos NegriniMototaxistas de Sarandi protestaram nas ruas da cidade contra a suspensão da atividade pela prefeituraLucinéia Parra





