Curitiba

Albari RosaMototaxistas trabalharam normalmente, apesar das ameaças da prefeituraOs mototaxistas circularam livremente e tiveram uma boa recepção do público nos dois primeiros dias de funcionamento do serviço na cidade. A empresa Moto Táxi Expresso já anunciou até a contratação de mulheres para trabalhar como mototaxistas. ‘‘É uma opção para que os maridos ciumentos não se incomodem com o serviço’’, diz o proprietário da empresa, Aparecido Monteiro.
Na próxima semana, pelo menos três mulheres devem iniciar o trabalho. A empresa, que lançou o serviço na cidade mesmo sem autorização da prefeitura, já atendeu a cerca de 100 chamadas para corridas. O serviço tem 39 motociclistas em atividade e cerca de 270 cadastrados.
Até o final da tarde de ontem, o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) não havia apreendido nenhuma motocicleta, apesar de os policiais estarem orientados para reprimir o serviço. ‘‘Não estamos fazendo nenhuma operação direcionada a eles. Estamos sabendo que o serviço é ilegal, mas temos outras atividades e ainda não encontramos nenhum mototáxi em serviço’’, disse o comandante do BPTran, Nelson Carnieri.
Segundo ele, os moto-taxistas estão sujeitos a multas de R$ 109,29, à apreensão da motocicleta e à cassação da carteira de habilitação.
O proprietário da Moto Táxi Expresso disse que alguns policiais ‘‘já vieram fazer visita à empresa, deixaram até cartão e foram muito educados’’.
O vereador Natálio Stica (PT) apresentou na quinta-feira um projeto de lei proibindo o serviço de moto-táxi em Curitiba. Como a Câmara Municipal está em recesso no mês de julho, o projeto será analisado apenas a partir de agosto. A Urbs, que gerencia o transporte coletivo em Curitiba, informou que a operação do serviço é totalmente ilegal - como é um serviço público, a empresa deveria passar por licitação antes de começar a atuar.

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