Em apenas 15 dias de trabalho em Londrina, a Fossil Saneamento Ltda já enfrenta sua primeira crise com os funcionários. Ontem, representantes dos dois lados estiveram reunidos na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) para entrarem num acordo sobre as reivindicações de coletores e motoristas.
Segundo Manassés Oliveira da Silva, presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Londrina e Região (Sieemaco), a Fossil não está cumprindo a ata assinada com a entidade no dia 4 de dezembro. Entre as várias reclamações, a principal é a presença de mais de 20 funcionários vindos de Belo Horizonte (BH). ''A empresa alegou que eles vieram para treinar o pessoal, mas isso é absurdo. O nosso tempo médio de experiência é de oito anos, mas tem gente com até 15'', justificou.
A revolta da categoria surgiu com a promessa da empresa de contratar todos os ex-funcionários da Vega Ambiental, que por 20 anos foi responsável pela coleta de lixo na cidade. Silva afirma que a Fossil aproveitou apenas 100 pessoas e desde que iniciou suas atividades vem demitindo de dois a três funcionários por dia com base em argumentos banais.
Outra reclamação da categoria é que há menos caminhões nas ruas e eles andam em alta velocidade. Por causa disso, dois funcionários desmaiaram em pleno trabalho. O sindicalista afirma que a empresa não prestou socorro. Além do plano de saúde, eles reivindicam uma hora de almoço, instalações sanitárias suficientes, regularização do cartão-ponto e registro em carteira.
Silva disse que a empresa se comprometeu a enviar ao Sieemaco informações gerais em 48 horas. No dia 17 de fevereiro, representantes dos dois lados voltam a se reunir na DRT. A Folha procurou diretores da Fossil para comentarem o assunto, mas foi avisada que nenhum deles se encontrava na empresa na tarde de ontem.

mockup