O governo do Paraná ainda não pagou os cerca de R$ 20 mil que deve à empresa Sistema de Serviços Gerais (Sisg), de Londrina, pelo serviço de limpeza e manutenção prestado nos meses de março e abril em 11 Institutos Médicos Legais (IMLs) de todas as regiões do estado. A Sisg, que venceu concorrência pública no final do ano passado, presta o serviço para a Secretaria Estadual de Segurança desde o início do ano.
Em consequência do atraso no repasse das verbas pelo governo, o dono da Sisg, Reinaldo de Almeida Andrade, está ameaçando romper o contrato com o Estado e demitir 23 funcionários no final de maio. ‘‘Já fiz vários contatos com secretários, em Curitiba, mas o dinheiro não é liberado. Assim, não tenho mais condições de manter o serviços. Estou colocando dinheiro do bolso para comprar material de limpeza e pagar os encargos sociais dos funcionários’’, explica Andrade.
Na tarde de ontem, os quatro empregados da Sisg que trabalham no IML de Londrina estiveram na Redação da Folha para reclamar do não-recebimento dos salários relativos aos dois últimos meses. O motorista José Aparecido Gessi contou que já teve a ligação de energia elétrica de sua casa cortada pela falta de pagamento. ‘‘Não tenho como pagar sem receber o salário’’, diz. Os funcionários também não receberam a ajuda do transporte e os tíquetes alimentação.
Os IMLs que podem sofrer com a suspensão dos serviços da Sisg são os de Apucarana, Maringá, Campo Mourão, Umuarama, Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Pato Branco, Paranaguá, Ponta Grossa e Londrina. A Folha contatou a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança ontem, mas não conseguiu explicação sobre os atrasos e possível normalização no repasse das verbas à Sisg.

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