Empresa de energia questiona localização de aterro
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quarta-feira, 04 de fevereiro de 2004
Guto Rocha<br> Reportagem Local 
A Empresa Transmissora de Energia Elétrica do Sul do Brasil S/A (Eletrosul) enviou ofício ao Ministério Público questionando as implicações da abertura do novo aterro sanitário de Londrina na estrutura da empresa. A Eletrosul tem uma subestação próxima à área escolhida para o aterro (Zona Sul) e, no documento, ressalta que ''há potencial risco de dano às torres de transmissão''.
O promotor de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, Eduardo Nagib Matni, disse que já oficiou a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), a Ambienge Engenheria, empresa de Curitiba contratada pela Prefeitura de Londrina para realizar o EIA/RIMA, e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para que prestem esclarecimento sobre o potencial de risco para as torres de transmissão.
Matni participou ontem de manhã, na Câmara de Vereadores, de uma reunião com a Comissão de Meio Ambiente do Legislativo e representantes da sociedade civil organizada para discutir os Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) do novo aterro sanitário.
Segundo o presidente da comissão, vereador Maurício Barros (PT), o documento começou a ser analisado em agosto do ano passado. ''Não tenho dúvidas que do jeito que está (os EIA/RIMA) pode provocar muitas discussões'', comentou.
Entre os pontos que suscitam dúvidas, o vereador destaca a falta de uma política municipal que garanta a redução do volume de resíduos sólidos a serem depositados no novo aterro e quais as medidas compensatórias que serão adotadas para os moradores do entorno do novo aterro.
A dona de uma propriedade vizinha ao aterro, Suzana Maria Rockenbach, observou que a questão ambiental é preocupante. ''O aterro deverá sem implantado perto de várias nascentes, e o chorume resultante do acúmulo de lixo será despejado no córrego dos Apertados, que deságua no rio Tibagi a cerca de um quilômetro da estação de captação de água que abastece Londrina.''
O técnico da CMTU responsável pela implantação do aterro, Elsone Delavi, afirmou que os pontos questionados não devem impedir a obra. ''Só o relatório do IAP vai dizer se o local é ou não propício para abrigar o novo aterro'', afirmou. O chefe regional do IAP de Londrina, Ney Paulo, afirmou ontem que o EIA/RIMA já está sendo analisado.


