A intermediação da Promotoria Pública na negociação entre empresas de convênios médicos e a Associação Médica de Londrina (AML) apresentou os primeiros avanços. A Amil, uma das três empresas ouvidas, pode entrar em acordo com a AML. Ontem o promotor substituto de Defesa do Consumidor, Bruno Galatti, encerrou as audiências com as empresas de planos de saúde.
Representantes da Amil que conversaram com o promotor pediram um prazo de uma semana para apresentar a proposta da AML para uma melhor avaliação pela diretoria da empresa, sediada no Rio de Janeiro. O promotor acredita no acordo porque as diferenças entre as propostas da Amil e da AML são ‘‘mínimas’’. ‘‘Acho que tem boas chances de acordo’’, diz.
Para assinar contrato com as empresas, a AML pede o cumprimento da Lista de Procedimentos Médicos 96 (LPM), que representa um acréscimo médio de 20% nos valores dos procedimentos médicos. A consulta teria um aumento maior em alguns casos. Hoje os convênios pagam entre R$ 18,00 e R$ 30,00 pela consulta, que pela LPM 96, seria unificada em R$ 39,00. A oferta da AML é o grupo de 630 médicos que participam do Departamento de Convênios da AML, que tem 700 associados.
A Golden Cross e a Clinihauer, as outras duas empresas do grupo que não aceitaram as propostas da AML, não cederam. Os representantes da Clinihauer alegaram que para assumir a LPM 96 teriam que repassar para os usuários, aumentando em cerca de 30% as mensalidades cobradas pelo plano oferecido. Para isso eles teriam que receber uma autorização de órgãos governamentais. ‘‘Os planos teriam que absorver o aumento, através de um melhor gerenciamento’’, defende o promotor.
Os representantes da Golden Cross tinham audiência marcada para hoje. Eles anteciparam mandando um ofício ao promotor esclarecendo suas condições. Sem revelar os índices, Galatti afirma que a contraproposta da Golden está ‘‘bem longe’’ do que a AML está pedindo.
Além dos três planos particulares, a Associação das Entidades Paranaenses de Benefícios Assistenciais (Assepas), que reúne os planos de saúde de autogestão de 11 empresas de Londrina e outras 15 no Estado, não aceitou as condições da AML. A Assepas foi ouvida na semana passada. ‘‘Se nenhuma das partes ainda sem acordo não ceder, vou estudar que medidas a Promotoria pode tomar para solucionar o problema’’, disse ontem Galatti.
Os planos que ainda não fecharam acordo com a AML representam, segundo cálculos da própria Associação, minoria no número de usuários. Dos 210 mil usuários de planos particulares de saúde no município, cerca de 15 mil são da Assepas, 10 mil da Golden Cross e os outros 5 mil restantes dos outros planos.

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