O secretário estadual de Saúde, Armando Raggio, anunciou ontem em Londrina a contratação de uma empresa de consultoria que vai tentar viabilizar uma fonte financiadora para a reforma e ampliação do Hospital Universitário (HU). A idéia, explicou o secretário, é elaborar um projeto que seja viável financeiramente e atenda às necessidades do HU. A partir daí, disse ele, a intenção é encontrar alguma instituição que financie o projeto.
Armando Raggio esteve na região para conhecer o programa Estação Mais Saúde, em Cambé, desenvolvido em parceria entre município e governo estadual. Apesar da novidade sobre o HU, ele garantiu que o projeto para reforma do hospital não será descartado e que o dinheiro previsto para obra, de R$ 30 milhões, poderá até mesmo ser confirmado pela consultoria.
Os detalhes e a responsabilidade sobre a contratação dessa empresa, no entanto, disse Raggio, são da secretaria da Ciência e Tecnologogia e Universidade Estadual de Londrina (UEL). ‘‘O processo deve ser desencadeado logo porque esta é uma necessidade reconhecida.’’
O secretário estadual da Saúde não quis responder à ameaça do promotor Paulo Tavares, da Promotoria de Direitos Constitucionais, de processar o governo do Paraná para exigir a liberação de verbas para reforma e ampliação do HU. Ele comentou que prefere não fazer ‘‘juízo de valor’’ sobre a ameaça do promotor e espera também que a recíproca seja verdadeira.
Armando Raggio lembrou ainda que a emenda que teria garantido os R$ 30 milhões para a reforma do HU, no projeto orçamentário do governo do estado de 1996, era uma emenda aditiva e estava condicionada ao desempenho da arredação daquele ano. Ou seja, o dinheiro, na verdade, não estava incluído no total da arrecadação prevista e só seria viabilizado se houvesse superávit orçamentário.
Sobre os problemas do setor da saúde, constantemente divulgados pela imprensa, o secretário afirma que o estado não pode ser acusado de omissão. Ele recorda dos recentes investimentos no Hospital da Zona Norte e o projeto de duplicação de leitos no Hospital da Zona Sul. ‘‘Todos somos responsáveis por esse quadro da saúde, resultado de uma cultura de décadas. Mas não aceito que haja abandono.’’
Armando Raggio informou também que o governo estadual não pretende reativar o Hospital Londrina, da Golden Cross e localizado em Cambé. ‘‘Não dá para colocar recursos num hospital que não é estatal’’, disse.

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