A empresa Sial Construção Civil, de Cascavel, terá um prazo de cinco dias corridos, após a assinatura da ordem de serviço para iniciar a construção da Cadeia Pública de Londrina. A obra será erguida em um terreno de 12 mil metros quadrados localizado na Gleba Três Bocas, na rodovia João Alves da Rocha Loures (jardim União da Vitória - zona sul).
A previsão é que a cadeia, com 3.650 metros quadrados de área construída, fique pronta em um ano. As celas serão distribuídas em cinco pavilhões. Cada cela (de 9,8 metros quadrados) abrigará dois presos. A capacidade da cadeia será de 292 presos. A empresa de Cascavel venceu concorrência pública oferecendo o menor preço para a construção: R$ 2.523.725,18.
O terreno onde se localizará a cadeia foi doado ao Governo do Estado pelo empresário londrinense Luiz Roberto Ferrari. Irritado com a demora na obra, no início deste ano ele ameaçou retomar o terreno se a construção não se iniciasse o mais rápido possível.
A obra servirá para abrigar presos não condenados e assim, desafogar os distritos policiais que estão superlotados. O problema de superlotação teve início em 1989, com a desativação do antigo cadeião da Rua Sergipe (área central).
Presos condenados foram enviados para a recém-inagurada Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), na zona sul, e os não condenados para quatro dos seis distritos policiais de Londrina - apenas o 1º e o 6º distrito não possuem celas. Como consequência da superlotação, foram verificadas muitas rebeliões, fugas e brigas nas cadeias.

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