Curitiba

Albari rosaContrariando determinação da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, a retirada não foi acompanhada pelo IAPA Ambiência Engenharia de Recursos Ambientais iniciou a retirada do lixo industrial que estava armazenado irregularmente desde maio do ano passado num galpão às margens da BR-116, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Ontem, dois funcionários da Transportadora Santa Felicidade, utilizando uma empilhadeira, carregavam dois caminhões com galões cheios de resíduos. Contrariando o que determinou a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, a operação não foi acompanhada por um fiscal do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Um dos funcionários informou que quatro caminhões já foram carregados na semana passada. O material, com características corrosivas e inflamáveis, está sendo levado para Rio Branco do Sul, onde servirá como combustível para fornos de cimento da empresa Votoran. O trabalho de retirada e transporte deve durar mais alguns dias. A estimativa é que os resíduos são suficientes para encher pelo menos 30 caminhões.
Os resíduos são provenientes de indústrias químicas de vários Estados. Segundo a Ambiência, não foram levados diretamente para a Votoran devido a ‘‘problemas técnicos’’ da empresa de cimento. Na semana passada, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente concluiu e enviou para a Justiça o inquérito aberto para apurar as responsabilidades pela manutenção do material no galpão durante tanto tempo, em condições inadequadas que ameaçavam a população vizinha. Havia vários galões vazando e a portado galpão, que deveria estar lacrada, permitia entrada sem esforço.
A delegada Valéria Padovani de Souza responsabilizou o IAP por ter protelado a solução do problema. Em maio de 1996, o órgão ambiental autuou a Ambiência por ter armazenado os resíduos sem licença. A empresa recorreu, pedindo autorização para retirar o material, e só em setembro deste ano recebeu a licença do IAP, que alegou problemas burocráticos para justificar a demora.

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