A Folha apurou que a Econorte também foi acionada judicialmente pela prefeitura de Cambará (22 km a noroeste de Jacarezinho). O município é sede da praça de pedágio da rodovia BR-153 do Anel de Integração do governo do Estado.
Em uma das ações o município solicita a reintegração de posse porque, segundo o executivo municipal, a concessionária estaria dificultando o acesso dos veículos às estradas rurais do município. A prefeitura obteve um parecer favorável em primeira instância e a Econorte recorreu da decisão junto ao Tribunal de Alçada do Paraná.
O município também ajuizou uma ação de execução fiscal referente ao ano de 2000 no valor de R$ 215 mil por falta de pagamento do ISS pela concessionária. A empresa também teria acionado a prefeitura com uma ação declaratória acumulada com repetição de indébito em que solicita a declaração de que a Econorte não deve ISS ao município de Cambará.
O diretor-presidente da Econorte, Gustavo Mussnich, confirmou que a concessionária move uma ação contra o município de Cambará referente ao recolhimento de ISS. Mussnich alega que a lei municipal que trata do ISS em Cambará não menciona a base de cálculo deste imposto, mas alerta que o valor está sendo recolhido mensalmente por meio de depósito judicial.
Ele alerta também que a ação de execução da prefeitura contra a Econorte questiona os valores depositados, mas adverte que a empresa só vai se manifestar sobre o caso, após a decisão da Justiça. Sobre a ação de reintegração de posse, Mussnich esclarece que a concessionária realizou as obras de acordo com a lei. Ele alega que a medida foi motivada para aumentar a segurança da população devido o aumento de tráfego na rodovia.

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