Empresa aguarda laudo do IAP
O chefe do lnstituto Ambiental do Paraná (IAP) de Cornélio Procópio, José Mariano de Macedo, afirmou ontem à reportagem que a fábrica de Baterias Durexcell foi autuada no ano passado, depois que exames sobre a contaminação de chumbo no solo apresentaram resultados positivos. ''A autuação foi feita e a fábrica legalizou a situação e voltou a funcionar'', disse. Macedo afirma que a empresa está apenas aguardando um laudo o IAP de Curitiba orientando sobre as providências a serem tomadas quanto a remediação da área.
A coleta de solo foi feita em novembro de 2004 numa área delimitada de 5 mil metros quadrados. Dez amostras compostas de terra foram avaliadas e apresentaram alto índice de contaminação naquela parte do terreno, segundo o IAP. Comparado ao índice de alerta previsto pela Cetesb (100mg/Kg de solo), os resultados chegaram a 572mg/Kg em uma área (a mais alta). Os outros índices atingiram 532 mg/Kg, 380.75mg/Kg, 371.75mg/Kg e 250mg/Kg. ''O resultado apresentado pela UEL não é nada'', declarou, questionando a diferença dos resultados.
O chefe do IAP informou que o isolamento da área foi feito e um estudo e o plano de remediação nas imediações foi apresentado ao IAP de Curitiba. ''Assim que enviarem uma resposta sobre a proposta de remediação, a empresa vai tomar as providências''. Hoje, segundo Macedo, em termos de disposição de resíduos sólidos e funcionamento do forno, a fábrica está funcionando ''dentro das normas''.
Macedo informou que o exame foi feito apenas nas proximidades da fábrica porque um dos proprietários de uma área particular não permitiu a coleta de material na fazenda. ''Ele chegou a ser notificado oficialmente, mas não autorizou a entrada dos técnicos''. (M.O)





