A Prefeitura concedeu, mês passado, o aval para a transferência acionária da empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). A empresa foi adquirida por três holdings: a Max Empreendimentos e Participações Ltda, de Presidente Prudente (SP), Áurea Administração e Participações Ltda., de São Bernardo do Campo (SP), e a GPC Participações Ltda, de Maringá, que estão no ramo do transporte coletivo há 30 anos.
A alteração no contrato social da empresa foi feita no mês passado, 30 dias após o anúncio da venda da TCGL. A família Lopes ficou à frente da TCGL durante 40 anos.
Os novos proprietários da empresa solicitaram a transferência do controle da empresa, mas o pedido foi indeferido pela Secretaria de Negócios Jurídicos porque o requerimento mencionava o mesmo contrato de concessão entre o Município e a TCGL, que acabou em janeiro. Novo requerimento foi encaminhado e o aval concedido, após a apresentação dos documentos e certidões comprovando a idoneidade financeira dos sócios.
As três empresas são dirigidas por Pedro Constantino, Paulo Bongiovani, Renato Ferreira de Carvalho e Joaquim Constantino Neto. Segundo informações já divulgadas por Constantino, as holdings atendem cerca de 10 municípios da Grande São Paulo, incluindo a capital. A frota é de cerca de cinco mil veículos, e as holdings empregam aproximadamente 30 mil pessoas.
O gerente da TCGL, Gildalmo de Mendonça, acredita que a questão judicial se arraste por mais dois ou três anos. ‘‘Independente disso, a empresa continuará investindo no setor porque não pode andar para trás’’, afirma Mendonça.
Mendonça informou que foram adquiridas bombas automáticas para agilizar o abastecimento dos ônibus e também uma nova máquina para lavagem dos coletivos. A antiga tem capacidade limitada. A intenção da empresa é fazer a lavagem diária da frota. Dos 253 veículos, 229 estão em operação.
Conforme o gerente, foram feitas algumas contratações e demissões, mas ele garantiu que a média de rotatividade mensal foi mantida. Atualmente a Transportes Coletivos Grande Londrina emprega 1.165 funcionários, incluindo os do setor administrativo.
A preocupação maior da empresa, no momento, diz Gildalmo Mendonça, é com a negociação salarial. Funcionários reivindicam 15% de reajuste e a empresa oferece 10%. O gerente da TCGL afirma que o índice é superior aos negociados por empresas de Bauru, Ribeirão Preto, Maringá e Curitiba. ‘‘Nesses outros locais foram oferecidos 8% de reajuste e os funcionários têm jornada de 7h20 enquanto aqui é de 6 horas’’, compara o gerente da TCGL.
Sobre o indicativo de greve, Gildalmo Mendonça comenta: ‘‘A gente não conta com greve’’.
(Luka Morais)

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