Empresa afirma que deu assistência
O diretor-regional da Cambuí, Nilo Scheneider, disse que desconhece o caso de Henrique Catânio, mas acredita ser ‘‘difícil’’ que a negligência médica tenha ocorrido. ‘‘Respondo pela Cambuí, que na época nada tinha a ver com a madeireira (cujo diretor na ocasião não está mais nos quadros da empresa e, hoje, as duas empresas estão unidas por administração única, iniciativa para cortes de gastos). A empresa sempre deu toda assistência aos funcionários e seus familiares. Quando o problema de saúde é mais grave, cedemos o transporte para outras cidades, mesmo nos casos de acidentes ou situações de emergência’’, garantiu.
Um outro diretor, que não quis ser identificado, lembrou que Henrique se acidentou em um domingo, dia em que não estava trabalhando, o que eximiria a madeireira de qualquer responsabilidade pelos danos físicos que evoluíram até a morte. ‘‘Ele era uma trabalhador muito dedicado, mas também era teimoso. Ninguém exigiu que ele fizesse as tarefas mais pesadas’’, disse. Scheneider lembra também que a empresa não teria interesse em forçar o retorno de Henrique, já que ele não estava sendo remunerado.
O médico Mário de Souza Martins que, segundo os Catânio, teria autorizado Henrique a trabalhar mesmo sem condições, disse que ‘‘não lembra da autorização’’. Martins, que hoje é vice-prefeito de Figueira, se recusou a responder outras perguntas sobre o assunto. (L.F.M.)

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