A privatização significou o ingresso do sistema ferroviário na tecnologia moderna. Quando assumiu a Malha Sul, a ALL implantou o auto-track, programa de monitoramento dos trens por satélite. Nos deslocamentos pelos três Estados do Sul e pela Argentina, as composições são monitoradas de uma sala na sede brasileira da empresa, em Curitiba.
Isso possibilita ao cliente saber a localização exata da composição que transporta sua carga e o horário de chegada dela ao destino. O deslocamento dos trens também é controlado pelo auto-track. O preço da inovação foi a demissão dos funcionários que permaneciam nas estações liberando os trens para seguir viagem por meio de um sistema mecânico.
No início deste ano, a ALL investiu R$ 11,5 milhões na compra de 160 carretas rodoferroviárias e mais R$ 2 milhões na adequação dos terminais para que elas possam operar. Fabricados nos Estados Unidos e batizados de Road Reiler, esses veículos híbridos circulam tanto em rodovias como em ferrovias. Para andar nos trilhos, os pneus da carreta são ‘‘recolhidos’’. Comum na Europa e nos Estados Unidos, o Road Reiler está sendo utilizado no Brasil pela primeira vez.
Segundo Hélvio Luiz Ghelere, gerente de Operações da ALL, as carretas são ideais para o transporte de cargas leves, frágeis e caras, como alimentos, eletroeletrônicos e vidro. A principal rota desse tipo de transporte é o eixo São Paulo-Buenos Aires. A viagem dura cinco dias, metade do tempo de um trem convencional. ‘‘Isso ocorre porque não é necessário fazer a transferência da carga’’, explica Ghelere.

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