O gerente de Operações da Sanepar em Londrina, Nelson Okano, admite que a estação de tratamento de água da Avenida J.K. - em funcionamento desde 1958 - joga no córrego Água Fresca, juntamente com os restos da água tratada, cerca de 2% a 3% de resíduos sólidos em forma de lodo. ‘‘São materiais que sobram da filtragem, que não temos como evitar. Não sabemos, no entanto, em que nível este material contribui ou não com o assoreamento do Igapó. Aliás, não é só a Sanepar que joga este tipo de material no Água Fresca e no Igapó. Outros materiais chegam pelas galerias de águas pluviais e por ligações clandestinas’’, afirma.
Segundo ele, juntamente com o lodo seguem para o córrego e lago restos dos produtos químicos utilizados na filtragem da água, entre eles o sulfato de alumínio. Okano garante, no entanto, que este material não é prejudicial à saúde humana, animal ou do meio ambiente. ‘‘Estamos estudando uma forma de resolver este problema. Mas, no Brasil, ainda não temos tecnologia que trate a água e evite a sobra destes resíduos. Nossos engenheiros estão estudando e buscando, inclusive no exterior, equipamentos mais modernos neste sentido’’, ressalta o gerente da Sanepar.

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