Israel Reinstein
De Curitiba
Empreiteiros do Programa de Expansão, Melhoria e Inovação do Ensino Médio (Proem) vão processar as Associações de Pais e Mestres (APMs) de 579 escolas do Paraná, para tentar receber a dívida de R$ 7,6 milhões acumulada na construção de estabelecimentos. Ontem, cerca de 80 empresários estiveram reunidos em Curitiba. Eles desistiram de invadir as sedes das secretaria de Estado da Educação e da Fazenda e dizem que as APMs foram ‘laranjas do governo do Estado’.
De acordo com o presidente da Associação dos Credores do Proem, Jonadabe Vieira, os empresários não irão realizar manifestações até a próxima reunião, marcada para o dia 23. Até esta quarta-feira, o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, tinha prazo para definir de onde viriam recursos.
Na semana passada, o governo estadual tentou conseguir verbas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para pagar os empreiteiros. No entanto, não teve êxito. A Folha tentou falar com o Gionédis, mas não obteve resposta.
De acordo com a Secretaria da Educação, foram conveniadas no programa de reformas, adequação e ampliação de escolas 579 instituições de ensino. Destas, 166 já foram concluídas e receberam o valor total das parcelas prometidas. Outras 256 escolas já estão prontas e habilitadas para o recebimento da última parcela, atrasada.

mockup