Empreiteiras do Proem não aceitam parcelamento
Emerson Cervi
De Curitiba
A Associação das Pequenas e Médias Construtoras do Paraná, que representa 62 empreiteiras credoras do Programa de Melhoria e Expansão do Ensino Médio (Proem), não aceitou a proposta apresentada na quinta-feira à noite pelo chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda Ribas, para pagamento das dívidas. O governo propôs o parcelamento dos débitos em seis meses, com repasses de R$ 1 milhão ao mês.
Os donos das construtoras querem receber as dívidas vencidas de uma só vez. É um absurdo o governo querer parcelar débitos atrasados em mais de um semestre, sem juros ou correção monetária, reclamou Jonadabe Vieira, conselheiro da Associação das Pequenas e Médias Construtoras.
Na próxima quarta-feira, representantes da Associação de Construtoras se reúnem com o coordenador do Proem na Secretaria de Estado da Educação, Mário Lopes, e com o chefe da Casa Civil para oficializar que não aceitam a proposta de pagamento parcelado das dívidas. Se eles não aceitarem colocar todas as contas em dia imediatamente nós vamos organizar manifestações mais radicais a partir de quinta-feira, disse Vieira.
Entre as manifestações programadas está a ocupação do prédio da Secretaria da Educação e o enterro simbólico das pequenas construtoras do Paraná, que será feito na Boca Maldita. Todas as empresas estão falidas; a minha construtora tinha 200 empregados trabalhando nas escolas, hoje estamos com as portas fechadas, luz e água cortadas por falta de pagamento e aluguel do prédio atrasado, disse.





