Empreiteiras aceitam acordo
Israel Reinstein
De Curitiba
A Associação das Pequenas e Médias Construtoras do Paraná, que representa 62 empreiteiras credoras do Programa de Melhoria e Expansão do Ensino Médio (Proem), aceitou a proposta apresentada pelo chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda Ribas, para pagamento das dívidas. Pelo acordo estabelecido entre as empresas e o governo estadual, a Secretaria Estadual da Educação, responsável pelo Proem, vai estudar uma planilha apresentada pela associação, em que se priorizarão os pagamentos das empreiteiras deficitárias.
O pagamento das empreiteiras deve iniciar no dia 15 de agosto, com a quantia de R$ 1 milhão. A dívida do governo estadual - estimada pelas empreiteiras em R$ 9 milhões e, pela secretaria, em pouco mais de R$ 6 milhões - será dívida em seis vezes. Este prazo pode ser reduzido, declarou o diretor geral da secretaria, Mário Lopes.
De acordo com o diretor, o governador Jaime Lerner teria ligado durante a reunião prometendo tentar reduzir o prazo de pagamento. O governo vai ampliar o dinheiro das parcelas, afirmou o advogado das empreiteiras, André Passos.
Independente da promessa do governador, os empreiteiros terão que apresentar à secretaria o nome das empresas em situação falimentar. São 18 empresas, que executaram 50 obras, que podem fechar as portas, disse Jonadabe Vieira, presidente da associação. Se essas construtoras estiverem habilitadas, elas serão as primeiras a receber.
Também serão pagas as dívidas com as empresas de informáticas, beneficiadas pelo Proem. Ontem, a Federação das Associação de Pais e Mestres, que são as responsáveis legais nos contratos do Proem para obras e compra de material, decidiu que vai esperar até o primeiro pagamento para decidir se toma medidas duras contra o governo. Caso ocorram atrasos, pais de 579 escolas vão se renunciar ao cargo.





