Empregos em vez de bolsas
Na pequena Maripá (Oeste), dos 5.673 habitantes, apenas 73 pessoas recebem o Bolsa Família. De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pelo menos 200 maripaenses deveriam estar inseridos no programa. O ''deficit'' de beneficiários na cidade gerou questionamento por parte do Ministério Público Federal (MPF), que convocou a gestora local para dar explicações.
Foi preciso comparecer três vezes ao MPF, em Cascavel, para que a assistente social Cila Ângela Zandonadi Gomes conseguisse explicar aos promotores que o sistema adotado na cidade - dona do quinto melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Paraná -, que checa as fontes de renda dos beneficários, evitava distorções e só gerava o pagamento àqueles que realmente necessitavam.
''Felizmente, estamos em uma região bem desenvolvida e empregos não faltam. Fazemos de tudo para emancipar as pessoas, encaminhando para o trabalho, de forma que consigam sobreviver sem a bolsa ou outros auxílios. Cestas básicas, distribuímos apenas dez no último mês'', explica. ''Mesmo assim, ainda consideramos que é preciso depurar mais o trabalho. Há casos de pessoas que recebem com os quais não concordamos'', complementa Ingrid Schwarz, a operadora do Cadastro Único do governo federal no município.
O lamento fica por conta das últimas instruções repassadas aos municípios pelo Ministério do Desenvolvimento Social, que determina um sistema autodeclaratório de renda, exigindo uma posterior fiscalização do supervisor do programa sobre o beneficiário. Em outras palavras, Maripá deve começar a distribuir mais bolsas. (W.S.)





