Empregada é suspeita de facilitar assalto
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sexta-feira, 24 de junho de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A empregada doméstica que trabalhava num apartamento do Centro Comercial (Centro) invadido por assaltantes do dia 6 de junho foi presa ontem. Ela estava há cinco anos com a família, que morava no 18º andar, e está detida temporariamente por suspeita de envolvimento no crime. O delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial, Márcio Vinícius Amaro, propôs a medida porque a funcionária deu pelo menos quatro versões para o crime. Na ação, a família teve um prejuízo de R$ 60 mil, US$ 27 mil, um notebook e um DVDokê.
Conforme o delegado, a empregada declarou em seu primeiro depoimento que dois homens encapuzados teriam invadido o apartamento, a agrediram, teria perdido os sentidos e, ao acordar, estava seminua. O laudo do Instituto Médico Legal (IML), no entanto, não confirmou nenhum tipo de violência sexual e constatou somente escoriações na face. Na segunda versão, a funcionária afirmou que o roubo teria sido cometido por um casal morador do prédio mas em acareação essa versão foi descartada. Ela disse, então, que o casal teria apresentado dois rapazes de Ivaiporã e forneceu um número de celular de um deles. No entanto, ao ser apresentado aos dois, a empregada afirmou não conhecê-los. Por fim, voltou a sustentar a primeira versão.
Além das diferentes versões, outro fato que chamou a atenção da polícia foi que a chave do cofre e a numeração com o segredo para abri-lo sumiram da bolsa da dona do apartamento. Perícia no cofre também descartou o arrombamento. Segundo Amaro, as câmeras de segurança foram vistas pelo síndico e pelos porteiros que não notaram nenhuma movimentação estranha. No dia do crime, a empregada estava apenas com uma criança portadora de Síndrome de Down, que ficou num dos quartos do apartamento. A empregada deve ser colocada em liberdade hoje. ''Existe a suspeita de que ela tenha alguma participação (no assalto) por causa da tantas versões que apresentou'', concluiu o delegado.


