
Há 18 anos, o
Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas)
começou a colocar em prática um projeto para fomentar o
comportamento empreendedor em estudantes. A iniciativa surgiu na unidade
de São Paulo para alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, mas logo ganhou alcance nacional e hoje é aplicado
em todos estados através de uma parceria com secretarias as municipais.
Em Londrina, essa ação conjunta começou em 2014 e dois anos depois o programa JEPP (Jovens Empreendedores Primeiros Passos) se tornou realidade em 100% da rede municipal. Isso fez com que em 2018, por exemplo, mais de 26 mil alunos do ensino fundamental I (do 1º ao 5º ano) tivessem contato com o tema. Essa importância dada aos conteúdos de empreendedorismo fez com que o município se tornasse uma referência no programa em todo o território nacional. E o Sebrae se tornou parceiro do Londrina Mais, evento promovido pela secretaria de Educação no Parque Ney Braga (zona oeste).
Na programação do evento no sábado (24), os visitantes poderão conhecer melhor os projetos do JEPP desenvolvidos nas escolas, através da Feira de Empreendedorismo. Também haverá uma roda de conversa com alunos, professores e pais que têm contato com a metodologia.
A consultora do Sebrae Alessandra de Almeida, responsável pelo projeto de Educação Empreendedora no Norte do Estado, comenta que o Paraná se destaca pela maior número de alunos impactados com o programa. “Londrina vem em um movimento muito legal em relação à inovação e criação, com um ambiente favorável para o desenvolvimento, especialmente pela criação de startups e projetos na área de Tecnologia da Informação. Nossa intenção é fazer com que as crianças desenvolvam habilidades e comportamentos para se tornarem protagonistas da própria história. Nossa metodologia é focada na visão do indivíduo", ressalta.
NO DIA A DIA
A
base da metodologia do JEPP são os comportamentos empreendedores, com
conteúdos adaptados para cada ano escolar. Os temas também são
diferentes para cada faixa etária. O primeiro passo do projeto,
segundo Almeida, é a formação dos professores, incluindo a oferta
de materiais didáticos.
Na Escola Municipal Carlos Zewe Coimbra, que fica no jardim Marabá (zona leste), a professora Aline Murata trabalha o empreendedorismo desde 2016 por meio do JEPP. "Os alunos gostam bastante porque as aulas são, na maioria, práticas. A gente procura fazer com que coloquem a mão na massa mesmo para que possam ver os materiais e produtos se transformando, tendo outras finalidades”, diz.
Almeida detalha que as propostas de trabalho envolvem a cultura da cooperação, do coletivo, da inovação, da ecossustentabilidade, ética e cidadania. Cada escola tem autonomia para programar o conteúdo. “Algumas fazem no contraturno, outras diluem o tema entre as disciplinas ou têm uma agenda semanal. Elas irão trabalhar com teoria e prática e no final do ano, tudo isso resultará em uma empresa com itens produzidos pelos alunos”, comenta.
Em cada ano há uma história central. No 1º ano, os trabalhos giram em torno de ervas aromáticas, no 2º ano são os temperos naturais. Em seguida, vem a oficina de brinquedos ecológicos, depois a prestação de serviços e no 5º ano a temática é sobre sabores e cores, com produção de alimentos.
SERVIÇO - Projetos e resultados do programa JEPP (Jovens Empreendedores Primeiros Passos) serão apresentados no sábado (24), às 9h, no Parque de Exposições Ney Braga (avenida Tiradentes, 6.275). A entrada é gratuita.





