Que muitas doenças físicas têm influência emocional a maioria das pessoas já sabe. No entanto, estudos comprovam que as emoções e o estresse estão relacionados até mesmo ao risco de enfarto e doenças coronarianas.

De acordo com o médico cardiologista Laercio Uemura, de Londrina, pesquisas apontam que colesterol e tabagismo são fatores importantes no desenvolvimento de doenças no coração. Porém, ele explicou que o falecimento de pessoas queridas, perda de trabalho, aposentadoria, separação, descoberta de doenças na família e outras situações que podem provocar traumas são tão importantes quanto a hipertensão e a obesidade abdominal no desenvolvimento destas doenças.

''Temos comprovado que situações de estresse podem interferir no desenvolvimento de doenças cardíacas, principalmente entre aquelas pessoas que já possuem alguma predisposição para o quadro'', explicou o médico. Algumas famílias preferem poupar pessoas de mais idade escondendo informações, principalmente a respeito do estado de saúde de parentes ou do seu próprio, para evitar que a pessoa se estresse.

De acordo com o médico, este é um comportamento não recomendado. ''A melhor maneira é controlar o problema de saúde que esta pessoa tem e encontrar uma forma adequada de contar o que está acontecendo. O segredo está na forma como esta informação será passada e em como a pessoa vai lidar com isso'', afirmou. Ele lembrou que o estresse é maior quando a pessoa descobre sozinha uma situação que a família estava escondendo.

O cardiologista afirmou que as perdas de emprego e situações de estresse no trabalho aumentam em 27% os riscos de doenças coronarianas. ''Os estudos mostram que a separação de casais aumenta mais ainda o risco. Quando comparamos pacientes pós-enfarto, os divorciados representam maioria, em torno de 30%'', afirmou.


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