''O aspecto da emoção é muito atrativo.'' Dessa forma, o coronel da reserva da Aeronáutica Humberto Sérgio Cavalcante Marcolino resume o que o levou a deixar a pequena Iguaraçu (34 km ao norte de Maringá) para ganhar os céus através da carreira militar. Mas não esquece de dizer que a aviação é uma ocupação para quem é, entre outras qualidades, profissional, dedicado e pontual.
A formação do coronel Marcolino foi na Academia da Força Aérea de Pirassununga, no interior de São Paulo. Mas incluiu passagens por Barbacena (MG), Campo Grande (MS) e a base aérea de Natal (RN). Na capital potiguar ele especializou-se como piloto de busca e salvamento. ''Escolhi essa especialização porque assim poderia voar dois equipamentos, avião e helicóptero, e porque a missão de salvamento é muito nobre'', declara.
Marcolino voltou para a academia para atuar como instrutor teórico e de vôo, função que desempenhou por nove anos. De volta a Londrina, passou a integrar a diretoria do aeroclube, sendo responsável pelo setor de segurança de vôo.
Hoje também atua como coordenador do curso de ciências aeronáuticas da Unopar. E aponta que o mercado atual está ''carente de profissionais habilitados e competentes.'' A consequência, prossegue, foi o surgimento de faculdades para suprir essa demanda.
O caminho para quem quer seguir a carreira é, cada vez mais, o curso superior. Atualmente, para entrar comandando um avião nos Estados Unidos o piloto precisa ter o diploma. ''Hoje, pilotar exige muito mais aplicação prática do que perícia, muito mais intelecto do que força física'', constata.
E as grandes companhias não são a única alternativa. Os profissionais da aviação também pode atuar como instrutores em aeroclubes, pilotos de táxi aéreo ou para executivos, entre outras ocupações.
Ele ressalta que a segurança de vôo hoje é uma condição intrínseca das companhias aéreas. ''Antigamente, o índice de acidentes era muito mais elevado. Poucos pilotos envelheciam e se aposentavam na carreira'', adverte.
Com experiência nas esferas civil e militar, Humberto Marcolino conta que vê a mesma paixão pela aviação entre os alunos da Força Aérea e os do Aeroclube e da faculdade. ''A única diferença é a farda. Aqueles que não são dedicados não conseguem chegar lá, tanto numa carreira quanto em outra'', diz. (F.R.F.)

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