Curitiba A vice-governadora, Emília Belinati (PFL), promete levar a briga pela sua candidatura aos tribunais. A vice, que apresentou pedido de registro de candidatura ao Senado antes mesmo da convenção do partido, realizada no último dia 15, está inconformada com o fato de seu nome não ter sido aceito pela executiva pefelista, na reunião de anteontem.
No fim da tarde de sábado, a cúpula estadual do PFL se reuniu no Hotel Alta Régia, em Curitiba, para decidir os candidatos a vice e ao Senado na chapa encabeçada por Beto Richa (PSDB). O ex-secretário do Desenvolvimento Urbano Lubomir Ficinski ficou com a vice, e seu genro, o deputado federal Luciano Pizzatto, disputará o Senado.
Emília entende que seu nome havia sido aclamado, durante reunião da executiva no início de junho e, por isso, teria direito de disputar a vaga. ''Eu me nego a participar dessa farsa'', protestou Emília, no final da reunião. De acordo com a assessoria da vice, ela já acionou seus advogados e planeja entrar com uma ação na Justiça hoje mesmo.
Além de Emília, o ex-prefeito de Apucarana Voldimir Mirão Maistrovicz e o ex-ministro Alceni Guerra estavam inscritos como pré-candidatos. Guerra, no entanto, retirou seu nome do páreo para tentar uma vaga na Câmara Federal. A assessoria da vice disse que ela não concorda com a inscrição de Pizzatto, feita, na avaliação de Emília, ''em cima da hora''.
Uma corrente do PSDB não gostou das indicações feitas pelo PFL. Nos bastidores, havia resistência ao ex-secretário. Parte dos tucanos e pefelistas entendiam que o deputado federal Werner Wanderer, que havia sido cotado, seria mais indicado para ficar com a vice porque tem densidade eleitoral na região Oeste, onde o PSDB quer crescer.
O presidente do diretório regional do PFL, João Elísio Ferraz de Campos, foi procurado ontem pela Folha para dar sua versão sobre as decisões do partido, mas não retornou as ligações.

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