A reportagem da Folha acompanhou, quinta-feira de manhã, Maria Ramos, Claudemir Nagao, José Nagao e Olinda Neves até Tamarana, para conhecer os sítios que seriam comprados. Foi a primeira vez que o casal esteve nas propriedades.
No primeiro imóvel, - de cinco alqueires e que seria vendido por R$ 48 mil -, Elezilda Aparecida Lopes, esposa do administrador disse apenas que os nomes dos proprietários são ‘‘Seo Zé e dona Maria Antônia’’, moradores de Londrina. Segundo ela, o casal de Londrina comprou a propriedade aproximadamente um ano atrás. A data coincide com a época que o sítio foi mostrado a José Nagao.
No segundo sítio, quem atendeu foi Lucinete Albino Forti, esposa de Ari Forti, atual proprietário. Ela disse que comprou a propriedade há um mês, diretamente do ex-dono, Simão Antonio Godoy, e do pai dele, Antonio Camilo de Godoy, ambos de Tamarana. Disse também que pagou, pelo imóvel, R$ 20 mil, menos da metade do que Maria Emi cobrou dos dekasseguis.
Simão Godoy informou que há cerca de oito meses foi procurado por Maria Emi, inicialmente através de um corretor da cidade, Joaquim Alves, para ter informações sobre o sítio. Há pelo menos dois anos que ele tentava vender a propriedade. ‘‘Eu mesmo mostrei o sítio a ela. Pedi R$ 22 mil e ela se interessou. Fez uma proposta de pagar R$ 6 mil de entrada e mais cinco prestações de R$ 3 mil, o que daria R$ 21 mil’’, diz. Depois, no entanto, mandou avisar que tinha desistido do sítio.
Simão Godoy informou também que há pouco mais de um mês, quando fechou negócio com o atual dono do sítio, Ari Forti, por R$ 20 mil à vista, Joaquim Alves voltou a procurá-lo, em nome de Maria Emi, e ofereceu R$ 21 mil. Mas Simão fechou a venda com o atual proprietário. ‘‘Domingo, seo Joaquim me contou que o negócio tinha dado problema, que esta Emi tinha vendido o sítio para um pessoal do Japão. Nunca fiz negócio com ela’’, destaca Simão. Maria Emi teria mostrado o sítio de Simão para José no ano passado, quando o sítio estava vazio e à venda; e só procurou o proprietário, para tentar fazer negócio, este ano.
O corretor Joaquim Alves, de Tamarana, informou que no ano passado foi procurado por Maria Emi para encontrar terras para um casal de dekasseguis. ‘‘Nunca antes tinha intermediado negócio para ela’’, afirmou. Ainda segundo o corretor, o dono do primeiro sítio se chamava Samuel e acabou vendendo a propriedade para outra pessoa, por aproximadamente R$ 37 mil com intermediação de outro corretor.
Joaquim Alves informou ainda que no caso do sítio de Simão Godoy, Maria Emi disse, primeiramente, que estaria comprando a propriedade por R$ 22 mil e ganharia 10% de lucro na venda: 5% para ela, 2,5% para ele e 2,5% para um outro corretor que estaria no Japão. Depois, no entanto, avisou que desistiu do negócio. ‘‘O argumento que ela deu, na época, foi o de quebradeira no Japão. E depois queria comprar o sítio de novo, mas não falou por quê. Mas aí já estava vendido’’, disse. (L.H.)

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