Os 300 funcionários da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)- Soja de Londrina param hoje em protesto contra o governo federal e diretoria da Embrapa. Ao todo, nove mil funcionários das unidades da Embrapa em todo o País deverão cruzar os braços por um dia. A meta, explica Antonio Rocha Melchiades, presidente do Sindicato nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) em Londrina, é pressionar a empresa a abrir negociações. Os funcionários reivindicam a melhoria da contraproposta de um único abono de 40% sobre o salário para o mês de julho.
A proposta do governo federal representa, segundo Melchiades, um reajuste de 2%. A categoria está reivindicando 5% de reajuste e 3% de produtividade. Querem também o aumento do ticket-refeição de R$ 7,00 para R$ 10,00 e a manutenção de todas as cláusulas sociais da última convenção coletiva. Em Londrina, a média salarial dos funcionários da Embrapa é de R$ 400,00.
O dia de paralisação coincide com a data da primeira audiência conciliatória entre o Sinpaf e Embrapa. A manifestação será em Brasília, em frente ao Congresso, onde as entidades pretendem reunir cerca de cinco mil funcionários. Durante o protesto, eles vão distribuir 10 toneladas de batatas.

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