Arquivo FolhaLonga esperaPor questão de segurança, usuários poderão embarcar fora dos pontos normais entre 22h e 6hA Câmara Municipal aprovou, na sessão de ontem em terceira e última votação, o projeto de lei que altera e dispõe sobre os direitos dos usuários do transporte coletivo urbano de passageiros em Londrina. A principal mudança diz respeito aos locais de embarques e desembarques, que passam a ser permitidos fora dos pontos fixados pela Companhia de Urbanização (Comurb), em circunstâncias especiais.
Pelo projeto - de autoria dos vereadores Célio Guergoletto (PMDB) e Elza Correia (sem partido) -, passam a ser permitidos embarques e desembarques fora dos pontos normais, em qualquer hora do dia, às pessoas portadoras de deficiência; e entre as 22h e 6h a todos os demais usuários. O projeto estabelece ainda que, por opção dos pais ou responsáveis, fica permitido o ingresso de crianças com até seis anos pelas portas destinadas ao desembarque de passageiros.
O projeto aprovado vai agora à sanção ou veto do prefeito Antonio Belinati (PDT). Segundo Guergoletto, já houve conversações com o prefeito e este se mostrou disposto a sancionar a lei o mais rápido possível. ‘‘O objetivo é dar maior comodidade e segurança aos usuários do transporte coletivo em nossa cidade, notadamente no horário noturno. Assim, os passageiros poderão tomar o ônibus ou descer dele mais perto de suas residências e escolas, por exemplo. Isto já ocorre há muito tempo nos países desenvolvidos como Estados Unidos, Japão e outros da Europa, e é uma importante conquista para os londrinenses’’, afirma o vereador.
Projetos parecidos com este já foram discutidos e vetados, em anos anteriores, com base no argumento dos antigos proprietários da Transporte Coletivos Grande Londrina (TCGL) de que novas paradas além dos pontos estabelecidos pela Comurb encareceriam as viagens e, portanto, teriam consequências no cálculo da tarifa cobrada dos passageiros. ‘‘Este é um discurso atrasado, ultrapassado. Estas novas paradas - desde que respeitados os itinerários originais e a legislação de trânsito - não alteram em nada o custo e não levarão a aumento na tarifa’’, garante Guergoletto.

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