Funcionários das companhais aéreas disseram ontem que foi normal o primeiro dia de operação do novo Aeroporto Regional de Maringá. Para eles, a prefeitura acertou em não programar nenhuma solenidade de inauguração. O novo aeroporto chegou a ser inaugurado duas vezes, uma em 1996 e outra em setembro do ano passado, em plena campanha eleitoral, com a presença do governador Jaime Lerner (PFL).
O primeiro vôo chegou anteontem, às 23h55, vindo de São Paulo. Curiosos foram até o terminal e muitos deles ficaram na grade do outro lado da pista, em uma estrada de terra secundária de acesso ao aeroporto. O tempo bom colaborou para destacar a iluminação do prédio e da pista de 2.100 metros.
Mesmo com uma boa estrutura, incomparável ao antigo aeroporto Gastão Vidigal, o novo terminal está sem oferecer serviços de apoio aos passageiros. Por causa do atraso no processo de licitação, o aeroporto entrou em operação sem lanchonete, restaurante, revistaria e lojas. A falta de serviços prejudica os passageiros que esperam no mínimo uma hora para o embarque.
Na tentativa de contornar o problema, a prefeitura improvisou uma estrutura de atendimento com água, café e sistema de disque-entrega por causa da distância – cerca de 13 quilômetros – entre o terminal e o centro da cidade. As companhias aéreas também vão oferecer lanches. A estrutura provisória deve durar no mínimo 90 dias, tempo necessário para o fim do processo de licitação e início das atividades das empresas vencedoras. A superintendência do aeroporto marcou para hoje a entrega dos envelopes com as propostas.
Para o primeiro arcebispo de Maringá, dom Jaime Luiz Coelho, 84 anos, que ontem estava no terminal acompanhando o embarque de duas sobrinhas, o novo aeroporto é ‘‘impressionante’’. Dom Jaime lembrou que chegou em Maringá no dia 24 de março de 1957, em um pequeno avião que pousou em uma pista de terra onde hoje é o antigo Gastão Vidigal. ‘‘No dia anterior havia chovido e a pista estava tomada pelo barro’’, contou o primeiro arcebispo. ‘‘Nunca imaginei que nestes 44 anos a cidade cresceria assim tão depressa’’, acrescentou.

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