Unidades de recebimento de embalagens agrotóxicas começam a ser construídas em 11 municípios do Paraná, nesta semana. O projeto tenta evitar que as embalagens continuem a ser jogadas nas beiras dos rios e estradas ou utilizadas para outros fins, como transporte de água ou alimento.
A intenção é diminuir a contaminação ambiental e de saúde, segundo o coordenador do Programa de Recolhimento de Embalagens Agrotóxicas no Estado do Paraná, o engenheiro agrônomo Rui Leão Mueller. Os primeiros municípios a ter as unidades serão Morretes, Colombo, Ponta Grossa, Cornélio Procópio, Maringá, Tuneiras do Oeste, Umuarama, Cascavel, Renascença, Prudentópolis e São Mateus do Sul. Os centros de recolhimento devem começar a funcionar a partir de novembro. A previsão é de que englobem 25% das 400 mil propriedades existentes hoje no Paraná.
Há um ano e meio, duas unidades começaram a funcionar em Palotina e Santa Terezinha de Itaipu, próximos a Foz de Iguaçu. Neste período, foram recolhidas 70 toneladas de plástico. ‘‘Não pudemos fazer o reaproveitamento porque houve mistura de materiais. Tivemos que destruí-los.’’ A partir deste ano, as prefeituras devem organizar o recolhimento das embalagens tríplice-lavadas e encaminhar para a reciclagem. Os municípios vizinhos também participarão do processo. Cada unidade deve atender sete municípios.
No próximo ano, mais dez unidades serão construídas. Até o ano 2000, o projeto que prevê um total de 62 centros de recolhimento deve ser concluído. Cada unidade custa R$ 40 mil. Os recursos estão previstos no projeto de saneamento Paranasan. Segundo Mueller, enquanto o projeto não for implementado, o financiamento será do governo do Estado.
O contrato para a construção das 11 unidades foi assinado ontem de manhã pelo secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Hitoshi Nakamura, na Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), em Curitiba.

mockup