Embalagem de agrotóxico passará por reciclagem
O descarte de embalagens de agrotóxicos vai deixar de ser um problema para os produtores rurais de Ponta Grossa. Dentro de três meses o município deve colocar em funcionamento uma estrutura para o recolhimento e reciclagem de embalagens plásticas, metálicas e de vidro.
Ponta Grossa será a terceira cidade do Paraná a participar do projeto de Destinação Final das Embalagens de Agrotóxicos no Paraná, que atualmente já vem sendo desenvolvido em Santa Terezinha do Itaipu e Palotina. O Estado vai construir um barracão, com toda a infra-estrutura necessária para limpeza e reciclagem das embalagens.
De acordo com Cirus Moro Daldin, engenheiro agrônomo da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) em Ponta Grossa, esse projeto vai resolver um problema crônico de descarte de embalagens agrotóxicas.
A um custo total de R$ 41.500,00, incluindo equipamentos, o barracão, de alvenaria, terá 200 metros quadrados. Uma caixa de escoamento, abaixo do piso, vai garantir a retenção e o tratamento dos resíduos agrotóxicos.
As embalagens plásticas serão, inicialmente, recicladas em São Paulo, onde serão transformadas em conduítes corrugados (tubos utilizados para proteger a fiação elétrica na construção civil). Os vidros serão triturados e fundidos. As embalagens metálicas passam por uma prensa e depois vão para a fundição.
Segundo Cirus Daldin, todo o material que será reciclado no barracão já tem destino certo. O vidro será vendido a US$ 50 a tonelada, o metal a US$ 40/ton e o plástico a US$ 220/ton. O vidro será transformado novamente em embalagem agrotóxica, o metal vai virar arame galvanizado.
A proposta do projeto é construir 62 barracões em todo o Estado. Este ano a meta é colocar 11 em funcionamento.Arquivo FolhaEstrutura vai permitir cuidado com embalagens antes sem tratamento
Giovani Ferreira





