A Folia de Reis, em geral, é composta de 12 foliões, onde se destacam o porta-bandeira ou o alferes da bandeira, os bastiões, e o embaixador. Garbosi explica que os bastiões são considerados ''relações-públicas'' do grupo, pois são eles que batem às portas pedindo permissão para entrar. O embaixador é o responsável pelos versos de improviso, que saúdam a família, desejam as bênçãos e pedem as ofertas.
Muitas pessoas que integram o grupo o fazem também como forma de pagamento de promessas por graças recebidas pela intercessão dos reis magos. Como é o caso do chacareiro Otávio Vicentini, 52 anos. A devoção, segundo ele, começou há 20 anos, após ter fraturado uma perna.
Garbosi não esconde o temor de que a tradição se acabe na cidade. ''As pessoas estão descrentes e os jovens só gostam de rock, rap e hip-hop''. Para ele o município precisava investir na criação de uma casa de apoio. Porém, no que depender do poeta, a Folia de Reis será eterna. Ele admite que não preparou os filhos para dar continuidade, mas está investindo nos netos, como o adolescente Henrique dos Reis Garbosi (parte do nome é inspirado na festa), 13, que o acompanha expontaneamente desde os três anos de idade. ''Mais que uma atividade folclórica a Folia de Reis é uma demonstração de fé que não pode ser deixada de lado'', finaliza. (C.G.)

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