Emater admite dano ao ambiente
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sexta-feira, 01 de agosto de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaAgricultores de Colombo desligaram os poços no dia 17 de julhoO coordenador de recursos naturais da Emater/Curitiba, Ednei Bueno do Nascimento, disse ontem que são inegáveis os efeitos sobre o meio ambiente da perfuração de poços no aquífero Karst, na Região Metropolitana de Curitiba. Houve rebaixamento do lençol freático, secando fontes e tanques, afirmou.
Um convênio assinado ontem entre a Emater e a Sanepar prevê ações para tentar conciliar a prática da agricultura irrigada com a exploração do aquífero. No dia 17 de julho, os poços perfurados no município foram desligados por agricultores da região, que se dizem prejudicados pelo projeto. Ontem o secretário da Casa Civil, Rafael Greca, visitou várias propriedades em Colombo, iniciando uma tentativa de conciliação entre a Sanepar e os agricultores.
Segundo Nascimento, o convênio prevê orientação aos agricultores sobre a melhor forma de irrigação, quando e como irrigar.
Greca comprometeu-se a analisar, com técnicos da Sanepar, as reivindicações da comunidade, e disse que o governo vai reparar os danos materiais provocados pela perfuração de poços, como rachaduras em casas. A Sanepar afirma que o aproveitamento do Karst ainda está em fase de testes e que o fato de açudes e fontes terem secado está ligado à estiagem.


