Em um mês, transplantada terá vida normal
''Desde criança, nunca me senti tão bem quanto estou agora.'' Foi o que disse Marcela ao ser questionada sobre a cirurgia. Marcela sofria de uma doença no intestino (retocolite ulcerativa) desde os nove meses de idade, o que causava crises de diarréia intensa associadas à hemorragia. Esta doença, aos poucos, foi causando lesões e comprometendo as funções do fígado. Segundo Marcela, nos últimos tempos, ela quase não conseguia fazer nada. ''Eu sentia muita falta de ar e cansaço.''
Além de ter vivido toda vida em meio a seguidas internações hospitalares, a doença também provocou um retardo em seu desenvolvimento físico. Apesar de ter 15 anos, Marcela tem idade óssea de 13, mede 1m43cm e pesa 47 quilos. Os hormônios também tiveram desenvolvimento mais lento. Por isso, ao ser perguntada sobre seu maior sonho, agora, que está operada, ela não pensa duas vezes: ''Quero ter filhos''.
Segundo o médico-chefe Júlio Coelho, Marcela já poderia ter alta ontem mesmo do hospital, mas só será liberada após dez dias de internamento. Quando voltar a sua terra, em Nova Esperança (35 km a oeste de Maringá), durante um mês, terá que tomar cuidados como usar máscara, cuidar da alimentação e tomar medicação. Gradativamente os remédios serão reduzidos e em um mês ela já deverá estar com uma vida praticamente normal.





