Em um mês, quadrilha furtou quatro caixas eletrônicos
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domingo, 17 de abril de 2005
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Quadrilha que, na madrugada de anteontem, tentou furtar caixas eletrônicos de dentro da Agência do Banco do Brasil (BB), no bairro Novo Mundo, periferia de Curitiba, atuou em outros quatro furtos em menos de um mês. A conclusão é do delegado Rubens Recalcatti, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba. As investigações para identificar a quadrilha começaram há dois meses, quando os furtos a caixas eletrônicos do BB voltaram a acontecer. As ações da quadrilha são sempre as mesmas. Os assaltantes furtam um veículo grande, que possa transportar os caixas eletrônicos (van, caminhonete com carroceria, kombi) e usam de duas as três motocicletas para auxiliar na operação.
''São sempre entre seis e 12 homens fortemente armados. Com toda a sorte de equipamentos e armas possíveis, desde metralhadoras até escopetas e revólveres'', pontuou o delegado Recalcatti. Eles invadem a agência quebrando os vidros, arrancam os caixas inteiros e levam. Toda a operação dura entre cinco e sete minutos. No furto de anteontem, a quadrilha só não se deu bem porque a polícia já estava preparada. Uma viatura da Polícia Militar (PM) foi orientada a permanecer perto da agência do BB mesmo depois das 5h da madrugada (os furtos ocorriam entre 4h e 5h).
''Eles aguardaram dez minutos a mais e invadiram. Até parece que sabiam que a polícia civil tinha acabado de deixar o local. Eu mesmo estava lá, de campana, esperando por um ataque. Mas como nada aconteceu, voltamos. Quando cheguei dentro de casa, recebi um telefonema de um policial militar que estava nas imediações. Retornei imediatamente. Mas não consegui chegar antes dos marginais deixarem o local'', relatou ele. Recalcatti tem certeza que a quadrilha é a mesma que fez furtos semelhantes em agências de Quatro Barras, Fazenda Rio Grande (ambas na Região Metropolitana de Curitiba) e no bairro do Ahú.
Sistemas de monitoramento internos de algumas agências identificaram parte dos assaltantes. A maioria deles age com capuz, evitando identificações futuras. No incidente, dois policiais militares foram baleados (um levou um tiro nas costas e o outro recebeu um tiro na coxa). Um comerciante que estava dirigindo um carro semelhante ao que os bandidos usaram para a fuga acabou sendo baleado por engano por policiais militares, mas passa bem. Ele está internado no Hospital do Trabalhador.
Até agora, a polícia encontrou dois carros usados na fuga e uma metralhadora (que estava dentro de um dos carros). Um dos assaltantes foi identificado e deverá ter o pedido de prisão feito nas próximas horas. ''A forma como eles atacaram a agência foi terrorista. Parecia uma bomba no Iraque'', comparou o delegado. Outra quadrilha atua de forma semelhante em Curitiba, mas promovendo furtos em agências do Bradesco. Esta quadrilha age sempre com cópias de chaves das agências e, dificilmente, promove violência. O último saque foi na semana passada, quando foram levados R$ 117 mil em dinheiro.


