Em seis meses, PM recebeu mais de 300 pedidos para totem
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terça-feira, 24 de novembro de 1998
Dimitri do Valle 
A Polícia Militar já registrou 300 pedidos para a implantação dos totens em Curitiba desde que o projeto de combate a criminalidade entrou em funcionamento no mês de maio. A ampliação do sistema vai depender de um estudo que está sendo concluído pela PM sobre os resultados apresentados pelos 88 equipamentos instalados na capital. O totem é equipado com um interfone ligado diretadamente ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e serve como ponto estratégico de referência fixa para os policiais em patrulhamento na rua.
Elogiados e criticados, os totens registram em média de duas a três ocorrências por dia. Até PMs contestam o aparelho nos bastidores, mas ao mesmo tempo dizem que ele ajuda no combate a criminalidade. A dona de uma banca de revistas reclama que o totem de seu bairro, no Capão da Imbuia, não funciona. Se lá, o aparelho é deficitário, no Tarumã, na avenida Victor Ferreira do Amaral, ele é elogiado.
Nunca vi falhar. Com policial sempre por aqui, dificulta para os assaltantes, diz o garçom Leandro Aparecido Porcelani. De acordo com o chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Justino Henrique Sampaio Filho, o estudo sobre o desempenho dos totens vai determinar se o sistema sofrerá ampliações. Ele lembra que não vai adiantar espalhar totens pela cidade, se não houver disponibilidade de efetivo e veículos. Construir tótens sem planejamento poderá comprometer todo o sistema, analisa. Numa primeira análise, o coronel Justino revela que os locais onde os totens estão disponíveis reduziram os delitos.


