Em Ponta Grossa a chefe do Núcle Regional de Educação, professora Tereza Jussara Luporini, foi indicada pelo deputado estadual Plauto Miró Guimarães Filho (PFL). Ela substituiu, há dois anos, a professora Maria Luiza Monteiro Muler, que havia sido indicada pelo deputado Luiz Carlos Zuk (PDT). Na época da troca de chefia houve muita reclamação por parte de professores e diretores, que apoiavam a forma de trabalho adotado por Maria Luiza. Os diretores chegaram inclusive a fazer um abaixo-assinado pedindo a permanência da ex-chefe.
O presidente da APP-Sindicato em Ponta Grossa, professor Sebastião Rocco, era diretor de uma escola na cidade na época da substituição. ‘‘Não queríamos que a Maria Luiza deixasse a chefia porque ela era uma pessoa muito acessível’’, alega. Segundo ele, a atual chefe é bastante competente, mas também intransigente. ‘‘Hoje os diretores não têm autonomia. São meros repassadores de ordens que recebem do núcleo’’, critica.
Teresa não se considera autoritária, diz apenas que algumas normas precisam ser cumpridas e não abre mão disso. É o caso do cumprimento de horários, por exemplo. ‘‘Diretor que não fica na escola não tem passagem comigo’’, sentencia.
A chefe se diz muito tranquila em falar sobre o assunto porque alega que não conhecia pessoalmente o deputado Plauto quando ele a indicou. ‘‘Ele fez a indicação baseado num perfil técnico, na minha formação profissional. Hoje eu o conheço melhor e o respeito porque ele tem discutido conosco todas as demandas da educação e não há favorecimento de ninguém’’, alega.
Pesquisas feitas em vários estados, segundo Teresa, mostram que a eleição para diretor não garante democratização das escolas. ‘‘Se as pessoas votassem comprometidamente, ou seja, continuassem fiscalizando as pessoas em quem votaram, aí sim eu acredito que a eleição funcionaria. Mas isso não acontece’’, considera.

mockup