Em Ponta Grossa, moradores pedem ajuda ao MP
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quarta-feira, 25 de abril de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
Os moradores do bairro Santa Mônica, em Ponta Grossa, vão pedir ajuda ao Ministério Público para tentar evitar a construção de uma antena de telefonia celular da Global Telecom no bairro. Eles alegam que com a construção da antena os terrenos ao redor vão sofrer uma desvalorização. Além disso, reclamam da interferência que terão em seus equipamentos eletrônicos, especialmente rádio e TV e ainda têm medo dos efeitos que a radiação possa causar. Fizemos um abaixo-assinado e coletamos mais de 400 assinaturas. Agora vamos entregá-las ao Ministério Público e pedir ajuda para evitar a construção, avisa o morador vizinho ao terreno onde a torre será construída, Jair Henrique Vitkoski.
O morador conta que já procurou ajuda em vários órgãos para evitar a construção. Na prefeitura me disseram que não há como embargar a obra e no Instituto Ambiental do Paraná a resposta que eu tive é que eles só podem tomar alguma providência depois que a antena estiver instalada e se ela estiver causando algum problema, conta.
Ponta Grossa, assim como a maioria dos municípios do interior do Estado, não possui regulamentação para a instalação de antenas. O Código de Posturas do município é de 1964, época em que não se falava de telefonia celular. Diante disso, o diretor do Departamento de Urbanismo da prefeitura, Orlando Spartalis, disse que já solicitou orientações à Agência Nacional de Telecomunicações. Por enquanto, a prefeitura está liberando a instalação, exigindo apenas que sejam respeitadas as regras normais de uma construção, ou seja, um recuo frontal de cinco metros e quando se trata de antenas, um recuo lateral de três metros.
O vice-presidente da Global Telecom, Sávio Bloomfield, disse à Folha que a empresa está seguindo todas as normas de segurança preconizadas por entidades internacionais, como a Organização Mundial de Saúde, por exemplo, e que portanto não existe o menor risco para os moradores da região. Ele pretende fazer uma campanha de esclarecimento sobre o assunto na cidade. E para mostrar que a emissão de microondas pelas antenas não faz mal à população, Bloomfield faz uma comparação. Em Londrina, as 44 torres existentes na cidade emitem 1,3 mil watts enquanto só uma retransmissora de TV emite 20 mil watts. Até agora não se sabe de nenhuma caso de uma pessoa que tenha ficado doente ou morrido por morar perto de uma retransmissora de TV, conclui.


