Curitiba - Afastar esta idéia de "produto" é um grande desafio. Em Ponta Grossa, a Juíza Noeli comemora as adoções em grupo, ou seja, quando os irmãos não são separados. No ano passado, ela conseguiu encaminhar oito crianças entre 3 e 7 anos. Até o momento, sete crianças já foram adotadas nestas condições. Para fora do País, ela encaminhou, desde 2005, 38 crianças para países como Holanda, França e Itália.
"Em adoções internacionais, os mais velhos, independente da etnia, são os requisitados. No Brasil, os bebês têm mais espaço. A impressão que eu tenho, é que os estrangeiros priorizam o auxílio às crianças, enquanto os brasileiros, se preocupam mais em satisfazer um vazio pessoal", opina. Em média, há em Ponta Grossa, 250 pessoas para adoção, sendo que 70% delas estão liberadas para o processo. Por ano, cerca de 25 abrigados são adotados legalmente.
O Cadastro Nacional de Adoção, que entrou em vigor dia 29 de maio deste ano, é um grande avanço no processo. A ferramenta permite o cruzamento de dados entre que deseja adotar e quem está disponível para tal. " Basta fazer contato com a vara da Infância e Juventude para a análise do caso. O trâmite é mais rápido se os pais não apresentarem muitas exigências", aconselha a juíza Noeli. (C.P.)

ADOÇÃO NO BRASIL

- 1.562 - Foi o número de pessoas ouvidas na pesquisa "Percepção da população brasileira sobre a adoção"

- 57,9% dos entrevistados acreditam que a melhor maneira de mudar a realidade das crianças e adolescentes que vivem nos abrigos é através da adoção

- 15,5% dos entrevistados disseram que adotariam uma criança
Fonte: AMB

mockup