Em pauta, Pró-Egresso e a Cadeia
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terça-feira, 11 de novembro de 1997
Londrina 
Não há previsão de liberação da verba para pagamento das bolsas de auxílio aos estagiários que atuam nas 19 unidades do Pró-Egresso do Paraná. As bolsas de R$ 140,00 mensais são repassadas trimestralmente e a última deveria ter sido paga em agosto, mas até agora não chegou ao bolso dos universitários das mais diversas áreas. Por causa disso, os 32 estagiários que trabalham no Pró-Egresso de Londrina paralisaram atividades há um mês.
O problema vai ser discutido hoje em duas reuniões em Curitiba. Um encontro será entre o Secretário de Justiça do Paraná, Edson Vidal, e o diretor do Departamento de Patronato da Secretaria, Kennedy Silva. Segundo Silva, eles vão discutir a situação e tentar encontrar uma saída.
Silva diz que a Secretaria de Justiça está empenhada em resolver o problema, mas esbarra na falta de dinheiro do Governo Estadual, que está atrasando a liberação da verba. Estamos extremamente preocupados com a situação. Ele lembra que só os estagiários de Londrina estão parados. Segundo o diretor, algumas universidades conveniadas começaram a repassar diretamente o dinheiro para os estudantes - e depois vão tentar acerto com o Governo Estadual. Kennedy Silva comenta que a paralisação dos estagiários pode inviabilizar a continuidade do programa. É um trabalho muito importante para o Governo e para que os universitários adquiram experiência.
A questão também será levada ao governador Jaime Lerner (PFL) hoje pelos membros do Fórum Permanente de Segurança, movimento criado em Londrina por vários segmentos da sociedade visando resolver os problemas de segurança da Cidade. O coordenador do Fórum é o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, Abílio Medeiros. Ele diz que as consequências do atraso no repasse de verbas para o Pró-Egresso serão levadas para o governador, mas observa que o enfoque principal do encontro é cobrar o início urgente da construção da Cadeia Pública de Londrina.
Segundo Abílio Medeiros, o Fórum também quer debater uma solução provisória para a superlotação nos distritos policiais da Cidade enquanto durar a construção da Cadeia Pública - prevista para demorar um ano e meio. Mesmo que se comece a construção agora, o que fazer com os presos, já que os distritos estão sem condições de receber mais ninguém? A sugestão encontrada pelo movimento, lembra Medeiros, é alugar um imóvel para abrigar as mulheres e menores, liberando assim 48 vagas nos DPs. Medeiros diz que se o poder público não tiver condições de alugar o imóvel, o Fórum tentará mobilizar a sociedade para arrecadar dinheiro e arcar com as despesas.


