Paranavaí - Os atos de vandalismo e de furtos também têm atingido escolas municipais de Paranavaí (Noroeste). No ano passado, foram gastos R$ 300 mil em função de ocorrências envolvendo vandalismo, arrombamentos e furtos. O prejuízo dos acontecimentos mais recentes não foi computado.

Segundo a secretária Municipal de Educação, Aparecida Silveira Gonçalves, de um ano para cá foram registrados 60 ocorrências de vandalismo e 30 casos de furto na cidade. Dois deles aconteceram na última terça-feira, no antigo Caic, que hoje abriga uma escola municipal e um centro de educação infantil, na Vila Operária.

Os vândalos quebraram os vidros das janelas e espelhos dos banheiros, arrombaram as portas da creche, depredaram uma laje e os materiais didáticos, e colchões e lençóis foram jogados no pátio. Já na escola, os vândalos danificaram oito aparelhos de ar-condicionado que tinham sido recém-instalados, provavelmente para tirar o cobre da fiação para trocar por drogas.

"Eu fiquei sem chão. Os professores estão chateados. Dá uma tristeza só de falar nisso. Essas coisas são compradas com recursos públicos e são equipamentos caros, que nós cuidamos mais até do que se fossem das nossas próprias casas. Foi como se passasse um furacão na escola. Poucas escolas podem contratar vigias", declarou.

Ela destacou que esses atos têm aumentado ao longo do último ano, como as ocorrências em que foram levados computadores na Escola Hilda Campano Santini, no Jardim Maringá, e o motor do portão eletrônico da Escola Municipal Santos Dumont, do Jardim Santos Dumont. "Não é só a subtração de um bem público. Em cada ocorrência de furto há a destruição de portas e grades das escolas", apontou.

"O que está provocando isso é o modelo de estrutura familiar atual, em que as pessoas estão desajustadas, há muitas drogas, crianças na rua e pessoas desocupadas. Uma pessoa de bem jamais teria uma atitude dessas. Em muitos casos podem ser de alunos que não passaram de ano", disse.

O tenente Ricardo Cesar Gral, do setor de relações públicas da Polícia Militar de Paranavaí, afirmou que os fatos mais recentes estão relacionados com a diminuição da vigilância no período de férias. Sobre os outros fatos que aconteceram ao longo do ano, ele afirmou que a PM não permanece vigiando as escolas 24 horas.

"Não há guarda patrimonial particular ou pública nessas escolas, logo elas ficam expostas. Também não dá para afirmar que isso aconteceu por problema social por essas escolas ficarem em áreas mais pobres da cidade. O ideal seria que houvesse uma guarda patrimonial, e que haja investimentos em equipamentos eletrônicos, aliados a um olhar mais atento da comunidade do entorno", recomendou. Ele aconselhou a população a acionar a polícia pelo telefone 190. A Polícia Civil se limitou a dizer que está investigando o caso. (V.O)

mockup