Curitiba - Em nove dias ocorreram três assassinatos em frente a colégios na Grande Curitiba. Todas as vítimas foram executadas à mão armada e duas das execuções ocorreram à luz do dia. De acordo com o superintendente da Delegacia da Polícia Civil de Piraquara, Marcos Aurélio Furtado, isso mostra a frieza dos criminosos.
O crime mais recente ocorreu anteontem, às 23 horas, em Curitiba. A funcionária do Colégio Benedicto João Cordeiro, Solange Cardoso, 39 anos, foi morta com dois tiros no tórax. Segundo a delegada-chefe da Delegacia de Homicídios, Maritza Haisi, o crime ainda está sendo investigado e pode ter sido passional.
Na quarta-feira, Adriano Souza, 23, foi assassinado em frente ao Centro Municipal de Educação Infantil Vila Lorena, em Curitiba. A vítima levou dez tiros, sendo um no crânio, três no tórax, três no pescoço, um no quadril e os outros dois nas pernas. O crime ocorreu às 15h40 e o rapaz estava sozinho. Testemunhas já revelaram quem foi o autor dos disparos e o motivo da execução seria desavença.
No dia 8 deste mês, foi a vez de Jairo Pereira, 22. Ele passava em frente à Escola Social Coração de Jesus, em Piraquara, quando foi surpreendido por um homem que efetuou vários disparos e fugiu. De acordo com Furtado, a polícia já sabe quem matou a vítima, mas não pode efetuar a prisão porque as testemunhas têm medo de falar. ''O rapaz teria sido morto por um colega de infância. A vítima havia descoberto que o mesmo estava envolvido com drogas e, por isso, cortou relações. O suspeito não aceitou a atitude e resolveu se vingar.''
O comandante do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária, Douglas Dabul, diz que o patrulhamento está sendo feito na região das escolas estaduais. Em algumas, há viaturas no horário de entrada e saída dos estudantes. ''Infelizmente, não podemos dar a mesma atenção a todas as instituições, por isso, precisamos contar com o apoio da população.''

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