Em menos de dois meses foram mais de mil ações
Em menos de dois meses, a Andeam ingressou com mais de mil ações civis públicas contra agricultores que não possuem os 20% de reserva exigidos pelo Código Florestal. Somente em Cidade Gaúcha, (80 km a nordeste de Umuarama) foram 300 ações. Os processos estão parados, porque o juiz Paulo Roberto Cavalheiro Pereira exigiu que os advogados juntassem laudo de vistoria das propriedades, comprovando a existência dos danos ambientais.
Em seis anos, a Associação de Defesa do Meio Ambiente de Maringá (Aderam), por exemplo, ajuizou um total de 300 ações, todas contra grandes proprietários rurais e depois de notificá-los sobre a necessidade de recuperar as matas. A semelhança de nomes levou muita gente a confundir as duas associações. A atuação da Andeam gerou protestos em todo o Estado. Os agricultores acabaram se insurgindo contra todas as associações de defesa do meio ambiente, chamadas de quadrilhas da mata pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep).
O procurador da Andeam, José Tadeu Silva, disse ontem que as denúncias não passam de perseguição de políticos e agricultores atingidos pelos processos. Silva afirmou que não há nada de irregular na criação da Andeam e os diretores vão provar isso quando forem chamados para depor. Disse ainda que a Andeam vai continuar processando agricultores que não possuem a reserva legal ou matas ciliares. Nosso objetivo não é ganhar honorários e sim defender o meio ambiente, afirmou





