Em Maringá, poucos foliões vão para as ruas
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 1998
Marcos Zanatta 
A chuva tem atrapalhado os bailes do Carnaval de rua de Maringá, promovido pela Federação das Associações de Bairros na praça Raposo Tavares. Os organizadores esperavam um público em torno de 10 mil pessoas por noite, mas a média tem sido menor desde a abertura na sexta-feira. Todas as noites tem chovido forte na área central da cidade, o que acaba esvaziando os bailes populares. Mesmo assim, o Carnaval tem atravessado a noite na praça.
As escolas de samba e duas bandas contratadas se revezam do início da noite até o final da madrugada para segurar os foliões. Quando a pista fica mais vazia, os músicos apelam para o Axé Music, que atrai até os mais cansados. O pouco movimento da praça tem se repetido em alguns clubes, que promovem um carnaval mais fechado para os sócios.
A lotação é garantida todas as noites no Clube Olímpico, que todos os anos promove o Carnaval mais animado da cidade, com muitos blocos e fantasias. Na Acema, que reúne a colônia japonesa, o forte também são os blocos. Este ano o clube escolheu como tema do Carnaval os 90 anos da imigração japonesa no Brasil, e tem atraído muitos descendentes da região.


