Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
A Receita Estadual de Maringá aplicou mais de R$ 117 mil de multas nas empresas de autopeças autuadas e lacradas por irregularidades nas vendas. O trabalho da receita está sendo realizado em conjunto com a megaoperação da Polícia Civil nos desmanches da cidade desde a última sexta-feira.
Segundo o delegado-chefe da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (9ª SDP), Maurício de Oliveira Camargo, somente a Kadu Autopeças, de propriedade de Joarez França da Costa, o ‘‘Caboclinho’’, tinha um rendimento médio mensal de R$ 100 mil. O valor foi declarado pelo gerente Pedro Vivaldino Justus, preso e autuado em flagrante durante uma operação da polícia. O delegado informou que sete pessoas de Maringá ligadas a Caboclinho já foram identificadas pela polícia.
Ontem, em Sarandi (7 quilômetros a leste de Maringá), a polícia localizou dois caminhões abandonados, e em Maringá um carro e uma caminhonete, além de mais um depósito com 15 motores de diversos veículos. Conforme o delegado operacional da 9ª SDP, José Aparecido Jacovós, desde o início das operações, 17 barracões foram localizados.
No balanço parcial da PC, oito empresas foram fechadas e lacradas e outras cinco ‘‘baixaram as portas’’ por conta própria temendo a ação da polícia e autuação em flagrante. Objetivo da PC nos inúmeros inquéritos que foram abertos como resultado das operações em desmanches é ‘‘amarrar’’ as provas materiais para que os donos não encontrem brechas e sejam liberados pela Justiça. ‘‘Colocamos um fim no esquema de tal forma que não haverá como reabrir estas empresas’’, garantiu o delegado-chefe. O próprio advogado de Caboclinho esteve em Maringá para tentar liberar o gerente Justus, mas não conseguiu.

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