Em Maringá isenção é de meia hora
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terça-feira, 13 de maio de 2008
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Uma reestruturação do sistema viário de Maringá, previsto para o próximo ano, deve resgatar o sistema antigo de estacionamento. ''Estamos buscando retomar o sistema eletrônico que diminui a quantidade de mão-de-obra e é à prova de fraude'', explica o secretário de Transportes, Gilberto Purpur. Hoje, a cidade funciona com o sistema de Estacionamento Rotativo (Estar), implantado em 2002 em substituição ao sistema eletrônico (parquímetro). O Estar é um sistema manual em que o motorista compra o cartão do agente de trânsito por R$ 0,80 a hora e coloca no carro.
O máximo de tempo permitido para estacionar é de duas horas, mas o diferencial na cidade é a tolerância de 30 minutos iniciais. Depois desse período, o motorista que não colocar o cartão é notificado através de um selo, colado no pára-brisa. Ele tem prazo de até 12 dias para regularizar a situação.
Segundo o gerente do Estacionamento Rotativo, Cléber Moraes Rosa, até o quinto dia útil, o motorista paga R$ 4 e tem direito a dois bônus. Após o quinto dia útil, o preço sobe para R$ 8 sem direito a bônus. Se o motorista ficar mais de duas horas na mesma vaga, ele é autuado em R$ 16, sem direito a bônus.
A Estar administra 3.500 vagas de estacionamento, mas a intenção, de acordo com o secretário é chegar a 7 mil vagas. ''Temos uma demanda muito grande e a cidade precisa abrir mais vagas de estacionamento.'' Hoje, cerca de 40 agentes de trânsito atuam na área. ''Com a ampliação das vagas, teríamos que ter o dobro de agentes nas ruas. Se o sistema for substituído, teremos uma economia de mão-de-obra e os custos serão menores.''
No mês passado, a cidade arrecadou R$ 82.928 com o estacionamento, responsáveis pela folha de pagamento do pessoal e despesas com o sistema. Em média são aplicadas 1.200 multas por mês, o que corresponde a R$ 55 mil arrecadados mensalmente.


