O mando político para indicar a chefia do Núcleo Regional de Educação (NRE) em Maringá é do deputado estadual Ricardo Maia (PSB). Mesmo sem abrir mão do ‘‘direito’’ de indicar, Maia diz que não é uma ‘‘tarefa’’ fácil porque ao nomear uma pessoa o deputado acaba criando vários inimigos, na opinião dele. Outro problema apresentado por Maia é que a indicação só rende votos quando a chefia vai bem.
Antes de Maia, o mando era de Joel Coimbra, que perdeu a última eleição para deputado mas ganhou do governo o cargo de Procurador-Geral do Estado. Maia indicou para ocupar a chefia do NRE a diretora aposentada Dilce Genari. Segundo ele, o nome surgiu de uma lista apresentada pelos próprios diretores de escolas. ‘‘Fizemos assim uma eleição indireta’’, acrescentou.
Para o presidente da APP-Sindicato de Maringá, João da Silva Alves, a escolha deveria ser feita por meio de votação direta entre professores e diretores de escolas estaduais. ‘‘Como o cargo é de confiança, o chefe do núcleo acaba só representando o governo e não tem a mínima afinidade com a luta da categoria’’, lembra Alves. O sindicalista afirma ainda que a eleição direta acabaria com o ‘‘jogo de um lado só’’.
Dilce Genari também concorda que o ideal seria a escolha direta. ‘‘Mas o cargo é político e tenho que exercê-lo assim porque estou representando a Alcyone Saliba (secretária da Educação)’’, diz a chefe do NRE. Ela reconhece que em períodos de protestos ou de paralisações não é fácil fazer a ponte entre a categoria e o governo do Estado.

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